sábado, 31 de outubro de 2026
Polícia

Documento da obra é questionado durante desocupação de terreno em Manaus

Estrutura de madeira foi retirada em uma ação de reintegração de posse no Conjunto Beija-Flor; moradores dizem que a área deveria servir como rua e preservar um córrego.
Documento da obra é questionado durante desocupação de terreno em Manaus
Foto distribuída pela Portal Tucumã

Moradores do Conjunto Beija-Flor, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, questionaram a documentação de uma obra instalada em um terreno desocupado durante uma ação de reintegração de posse na manhã desta sexta-feira (30). A estrutura de madeira foi retirada na rua Professora Heloísa Monteiro.

Segundo relatos da comunidade, a área teria sido ocupada havia cerca de três meses. Nesse período, os moradores afirmam que houve retirada de vegetação, movimentação de terra e instalação da construção. Imagens registradas no local mostram a retirada da estrutura durante a operação.

Moradores relatam busca por informações

O aposentado Luciano Cavalcante, de 65 anos, afirmou que os residentes procuraram órgãos municipais depois de perceberem as intervenções no terreno. Conforme o relato, uma placa instalada no local informava que a obra teria acompanhamento de um engenheiro.

Os moradores disseram ter consultado o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), mas afirmam que não encontraram documentos que autorizassem a intervenção. Luciano também alegou que o documento apresentado pelo responsável seria falso e que a construção havia sido embargada pelo órgão municipal.

Ainda de acordo com o morador, os trabalhos teriam continuado em outra parte do terreno. Ele relatou que representantes do Implurb haviam pedido a desocupação da área no dia anterior à operação.

Área é apontada como passagem

Um dos questionamentos apresentados pela comunidade está relacionado à destinação do espaço. Segundo Luciano, o terreno faz parte do projeto original do Conjunto Beija-Flor e deveria funcionar como passagem de uma rua, além de abranger uma área de córrego.

O aposentado também mencionou possíveis tentativas de ligação irregular de energia elétrica e afirmou que os moradores temiam a consolidação da ocupação. Durante a entrevista, ele apontou Roberto Carlos como suposto responsável pela instalação no local e disse que outras pessoas, incluindo uma mulher e crianças, teriam sido levadas para a área.

As alegações sobre o documento da obra, a situação jurídica do terreno e possíveis irregularidades ambientais não foram acompanhadas, na divulgação, de documentos comprobatórios. O homem citado pelos moradores não havia se manifestado até a publicação. Também não foram informados detalhes sobre a decisão que determinou a reintegração de posse ou sobre os responsáveis pela execução da medida.

Fonte: Portal Tucumã.

Foto distribuída pela Portal Tucumã