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Pavimentação da BR-319 avança com plano ambiental

por policia24h
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Foto: Divulgação
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  • Em 2024, ministros firmaram acordo para iniciar pavimentação da BR-319 entre Manaus e Porto Velho com foco ambiental.
  • Plano BR-319 prevê Avaliação Ambiental Estratégica para mapear riscos e proteger comunidades e floresta.
  • Obra enfrentou entraves judiciais após aumento do desmatamento e falhas no licenciamento ambiental.
  • A pavimentação da BR-319 será acompanhada por ações de fiscalização e incentivo à economia agroflorestal.

O Governo Federal deu um passo decisivo para a pavimentação da BR-319. Os ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Renan Filho (Transportes) firmaram um acordo para destravar a obra. A estrada liga Manaus a Porto Velho e é considerada estratégica, mas também polêmica.

O objetivo é garantir que a pavimentação ocorra com responsabilidade ambiental e social. O novo plano tenta evitar erros do passado que causaram desmatamento e conflitos na Amazônia.

Plano BR-319 prevê ações contra desmatamento

O acordo criou o chamado Plano BR-319. Ele inclui medidas para proteger a floresta e as comunidades locais. Uma das principais ações será a contratação de uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE).

Essa consultoria independente terá 8 meses para mapear os riscos da obra. O estudo vai cobrir uma faixa de 50 km de cada lado da estrada. A ideia é propor soluções para:

  • Combater o desmatamento;
  • Regularizar terras ocupadas irregularmente;
  • Reforçar a fiscalização ambiental;
  • Fomentar a economia agroflorestal.

Obra travada por problemas ambientais

A BR-319 tem 882 km de extensão. É a única ligação por terra entre Manaus e o restante do país. Mas boa parte da rodovia, especialmente o “trecho do meio” com 400 km, está em péssimas condições.

Desde os anos 1980, tentativas de recuperar a estrada esbarram em questões ambientais. Em 2022, o Ibama chegou a liberar uma licença prévia para o Dnit. Mas a Justiça Federal suspendeu o documento após ação do Observatório do Clima.

O motivo: aumento do desmatamento e falhas no licenciamento. Naquele ano, a região teve um pico de destruição de 2.240 km², 18% de toda a Amazônia Legal.

Governo aposta em modelo sustentável

O novo plano tenta evitar os mesmos erros da BR-163, que foi asfaltada sem controle e gerou devastação. Segundo o governo, o foco agora é unir infraestrutura com preservação.

O grupo de trabalho que elaborou o Plano BR-319 inclui os ministérios envolvidos e a estatal Infra S.A. Também haverá articulação com o setor privado para garantir investimentos e fiscalização.

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