quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Polícia

Justiça bloqueia até R$ 31 milhões em investigação sobre tráfico aéreo no Amazonas

Segunda fase da Operação Gatekeeper cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca em Manaus e Coari. Apuração começou após a apreensão de 18 quilos de maconha em um voo.
Justiça bloqueia até R$ 31 milhões em investigação sobre tráfico aéreo no Amazonas
Foto distribuída pela Portal Tucumã

A Justiça Federal determinou o bloqueio de valores e ativos financeiros de até R$ 31 milhões durante a segunda fase da Operação Gatekeeper, conduzida pela Polícia Federal no Amazonas. A decisão também autorizou o sequestro de oito veículos, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas e o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.

As medidas foram executadas nesta quinta-feira (29), em Manaus e Coari. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de transportar drogas entre estados em voos com origem no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense. A apuração também verifica a possível ocultação de recursos obtidos com a atividade ilegal.

Investigação começou com apreensão em voo

O caso teve início em dezembro de 2024, quando um passageiro foi preso em flagrante ao transportar aproximadamente 18 quilos de maconha em um voo que havia partido de Manaus.

Na primeira fase da Operação Gatekeeper, realizada em março de 2025, os investigadores identificaram pelo menos 13 remessas de drogas. Juntas, as cargas somavam cerca de 150 quilos de maconha. Quatro pessoas foram presas e indiciadas naquela etapa, entre elas um servidor da própria Polícia Federal, posteriormente condenado pelos fatos investigados.

Novos suspeitos e movimentações financeiras

Segundo a Polícia Federal, a atual fase permitiu identificar outros suspeitos de participação no esquema. Eles teriam funções relacionadas ao transporte dos entorpecentes e à organização da logística para a compra de passagens aéreas.

A apuração também alcançou as movimentações financeiras atribuídas ao grupo. Conforme a corporação, milhões de reais teriam circulado por contas bancárias de terceiros, empresas de fachada e plataformas digitais. A suspeita é de que esses mecanismos tenham sido utilizados para dissimular a origem dos recursos.

As diligências indicaram ainda, de acordo com a Polícia Federal, que as atividades investigadas continuaram após a primeira fase da operação. A divulgação não apresenta, porém, o valor individual dos bens ou recursos atingidos pelas medidas judiciais, nem detalha a situação dos mandados de prisão cumpridos nesta etapa.

Possíveis crimes

Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação também considera as causas de aumento de pena relacionadas ao transporte interestadual de entorpecentes e ao possível envolvimento de agente público.

A responsabilização criminal dependerá do andamento do processo e das decisões judiciais referentes a cada investigado. As medidas cumpridas nesta fase integram a apuração, mas não representam, por si só, uma decisão definitiva sobre a responsabilidade dos suspeitos.

Fonte: Portal Tucumã.

Foto distribuída pela Portal Tucumã