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Anestesista preso por estupro de paciente durante o parto tem licença suspensa

por Raphael
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O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) aprovou, em reunião plenária, nesta terça-feira, (12), a suspensão provisória do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, após ter acesso às imagens de estupro de uma paciente, no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O médico foi preso em flagrante denunciado por ter estuprado uma mulher durante o parto no centro cirúrgico da unidade hospitalar.

Com a decisão, o anestesista fica impedido de exercer a medicina em todo o país. Segundo o conselho, a medida é um recurso para proteger a população e garantir a boa prática médica. Em paralelo, está sendo instaurado no Cremerj um processo ético-profissional, cuja sanção máxima é a cassação definitiva do registro.

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“Firmamos um compromisso com a sociedade de celeridade no que fosse possível e essa suspensão provisória é uma resposta. A situação é estarrecedora. Em mais de 40 anos de profissão, não vi nada parecido. E o nosso comprometimento não acaba aqui. Temos outras etapas pela frente e também vamos agir com a celeridade que o caso exige”, disse, em nota, o presidente do Cremerj, Clóvis Munhoz.

Em audiência de custódia nesta terça-feira (12), a juíza Rachel Assad indeferiu a liberdade provisória e converteu a prisão em flagrante em preventiva. O tribunal informou que o processo tramita em segredo de Justiça para preservar a identificação da vítima. Na decisão, a juíza destacou a gravidade do ato praticado pelo médico. 

“Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico. Portanto, sequer a presença de outros profissionais foi capaz de demover o preso da repugnante ação, que contou com a absoluta vulnerabilidade da vítima, condição sobre a qual o autor mantinha sob o seu exclusivo controle, já que ministrava sedativos em doses que assegurassem a absoluta incapacidade de resistir”, disse a magistrada.

Agência Brasil / Foto: Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

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