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TJAM investiga liberação de casal suspeito de tentar comprar bebê no Amazonas

por policia24h
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Foto: Divulgação
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  • Casal paulista tentou comprar bebê por R$ 500 em Manacapuru na sexta (11), alegando ajudar mãe com dívida.
  • Investigação aponta tráfico de pessoas com fins de adoção ilegal, segundo a Polícia Civil do Amazonas.
  • A mãe relatou ter aceitado o valor para quitar dívida com agiota, segundo depoimento colhido pela polícia.
  • O caso de casal suspeito de tentar comprar bebê reacende debate sobre adoções ilegais no interior do estado.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) investiga a liberação de um casal suspeito de tentar comprar um bebê recém-nascido por R$ 500, no município de Manacapuru (a 98 km de Manaus). A denúncia chocou a população local e gerou reação imediata do presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes.

Luiz dos Santos, de 40 anos, e Wesley Lourenço, de 38, foram presos na última sexta-feira (11), mas acabaram soltos no sábado após audiência de custódia. O caso agora é alvo de apuração interna da Corregedoria-Geral de Justiça.

Casal paulista é suspeito de tráfico de pessoas

De acordo com a Polícia Civil, o casal paulista teria oferecido R$ 500 à mãe da criança para ficar com o bebê. A mulher, segundo as investigações, aceitou o valor com a intenção de pagar uma dívida com um agiota.

O crime foi enquadrado como tráfico de pessoas com fins de adoção irregular. Mesmo em liberdade, Luiz e Wesley seguem sob responsabilidade da Justiça e devem responder judicialmente pelo caso.

Venda do bebê teria sido motivada por dívida

A mãe do recém-nascido, que não teve o nome divulgado, relatou que enfrentava dificuldades financeiras e estava sendo pressionada por um agiota. Ela teria decidido entregar o bebê em troca do dinheiro para quitar a dívida.

O caso foi descoberto após denúncias anônimas. Policiais civis de Manacapuru agiram rápido e conseguiram interceptar o casal antes que deixassem a cidade com a criança.

O que diz o Tribunal de Justiça

O presidente do TJAM, Jomar Fernandes, pediu uma apuração rigorosa sobre a liberação dos suspeitos. Segundo ele, é necessário entender se houve falha no processo da audiência de custódia ou se a decisão foi tomada dentro da legalidade.

O Tribunal reforçou que o casal segue vinculado ao processo e poderá ser convocado a qualquer momento pela Justiça do Amazonas.

Próximos passos da investigação

  • A Corregedoria vai analisar os autos da audiência de custódia.
  • O Ministério Público deve acompanhar o caso de perto.
  • A Polícia Civil continua colhendo depoimentos e provas.
  • A mãe da criança também pode responder criminalmente.

O caso reacende o debate sobre adoções ilegais no interior do Amazonas e reforça a necessidade de fiscalização mais rígida em situações envolvendo recém-nascidos.

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