Uma professora foi condenada a 16 anos, 2 meses e 29 dias de prisão, em regime inicial fechado, por estupro de um aluno em Itacoatiara, no interior do Amazonas. Conforme a decisão judicial, os abusos começaram na escola onde o menino estudava e depois passaram a ocorrer na residência da acusada.
A sentença foi proferida pelo juiz André Luiz Muquy, da 1ª Vara da Comarca de Itacoatiara. Os crimes foram registrados entre março de 2023 e maio de 2024, período em que a vítima tinha entre 11 e 12 anos. A cidade fica a 176 quilômetros de Manaus.
Ocorrências teriam começado em sala de aula
Segundo os autos, o primeiro episódio ocorreu em uma sala de aula, depois que a professora dispensou os demais estudantes. Na sequência, os encontros teriam sido transferidos para a casa da acusada.
O processo aponta a ocorrência de atos libidinosos e conjunção carnal em pelo menos quatro ocasiões. As circunstâncias descritas na decisão envolvem um aluno que estava sob a faixa etária indicada no período dos crimes.
Mudanças foram percebidas pela família
O caso foi descoberto no fim de maio de 2024, quando a mãe identificou alterações no comportamento do filho. Entre os sinais observados estavam isolamento social, tristeza profunda e queda no rendimento escolar.
Depois da descoberta, o Conselho Tutelar e a rede de proteção à infância de Itacoatiara foram acionados para acompanhar a família. A divulgação não detalha quais medidas específicas foram adotadas pelos órgãos após o encaminhamento.
Provas consideradas na condenação
Ao fundamentar a sentença, o magistrado destacou a relevância do relato da vítima em crimes contra a dignidade sexual, que, segundo a decisão, geralmente ocorrem sem testemunhas presenciais. As declarações do menino foram consideradas compatíveis com depoimentos de testemunhas e provas digitais anexadas ao processo.
A condenação foi estabelecida em regime inicial fechado. A professora poderá recorrer da decisão em instâncias superiores, conforme informado na divulgação do caso.
Fonte: Portal Tucumã.
Foto distribuída pela Portal Tucumã









