Curitiba (PR) – Manaus é uma das nove cidades alvo da operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) na manhã desta quarta-feira (13) contra um grupo investigado pelo golpe do falso consórcio. A ação cumpre 45 ordens judiciais em nove estados brasileiros e mira o braço financeiro da organização criminosa, que teria movimentado cerca de R$ 500 milhões em transações suspeitas.
Mandados em nove estados e 18 cidades
Nesta terceira fase da operação, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão em cidades como Manaus, Belém, Maceió, Fortaleza, Salvador, São Paulo e Florianópolis. A operação conta com apoio das polícias civis dos estados do Amazonas, Pará, Alagoas, Ceará, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina.
Segundo a PCPR, o grupo utilizava empresas de fachada, sistemas digitais e call centers clandestinos para atrair vítimas com promessas de consórcios facilitados para imóveis e veículos. Após o pagamento, os bens não eram entregues e o contato era encerrado.
Esquema envolvia metas e comissões
De acordo com o delegado Tiago Dantas, os contratos eram assinados presencialmente em escritórios montados para esse fim. “Em algumas situações, a assinatura e os repasses eram intermediados por funcionários treinados que atuavam sob rigorosa orientação, com metas de captação de novos clientes e comissionamentos que giravam em torno de 1% dos valores das operações”, explicou.
A investigação começou em janeiro de 2023, quando quatro pessoas foram presas em flagrante em Curitiba e outras 15 foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. As apurações apontaram que o grupo operava em diversos estados, incluindo Paraná, Amazonas, Ceará, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Fases anteriores e líderes identificados
Na segunda fase da operação, deflagrada em março de 2024 nos estados do Amazonas e Tocantins, cinco pessoas foram presas. Foram apreendidos celulares, computadores e documentos que ajudaram a identificar um homem e uma mulher como líderes da organização.
Leia também
Polícia Civil alerta para golpe da carta contemplada
Novo vídeo mostra que pastor Eduardo Costa fazia ‘investigação’ de calcinha e peruca há dias