Uma adolescente fugiu do cárcere privado em Goiânia durante a madrugada. Ela estava em uma casa no Setor Leste Universitário. A fuga ocorreu após encontrar uma escada no quintal. A jovem pediu ajuda a uma vizinha por volta das 6h. A moradora acionou o pai.
Mãe e filha são de Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Três pessoas foram presas. Entre elas estão a mãe, o padrasto e outra mulher. Os três formavam um trisal.
Cárcere privado em Goiânia: como ocorreu a fuga
A jovem encontrou a escada no quintal durante a madrugada. Ela usou o acesso improvisado para deixar a casa. Em seguida caminhou pela rua até um ponto de ônibus. Lá pediu ajuda a uma moradora que chegava de viagem.
A vizinha é Albanita Aires Marques Vilas Boas. Ela relatou surpresa ao ver a adolescente magra e fraca. A jovem pediu que ela ligasse para o pai. A moradora fez a ligação e permaneceu com a vítima.
A adolescente carregava uma sacola. Ela aparentava debilidade extrema. A vizinha relatou que a situação indicava maus-tratos prolongados.
Atendimento médico e início das investigações
A adolescente foi atendida no Hospital da Mulher (Hemu). Recebeu cuidados imediatos. Depois seguiu para exames no IML. O objetivo é avaliar lesões e verificar violência sexual.
A Delegacia Estadual da Mulher (Deam) confirmou que os suspeitos estão detidos. Não divulgou mais detalhes do caso. A DPCA assume a investigação, que deve seguir em sigilo.
Tortura e punições frequentes
A conselheira tutelar Aline Pinheiro Braz dos Santos acompanha o caso. Ela afirmou que a adolescente sofria punições constantes. As agressões eram aplicadas por motivos banais. Os suspeitos criavam métodos de punição.
- Impedimento de tomar banho;
- Noites inteiras ajoelhada;
- Até três dias sem alimentação;
- Isolamento total de outras pessoas.
Aline disse que a jovem estava bastante machucada. Os ferimentos indicam agressões contínuas. O pai relatou dificuldade de contato com a filha após o fim do casamento.
Relato do pai sobre o cárcere
O pai afirmou que tentava contato, mas a mãe impedia. Ela dizia apenas que a adolescente estava bem. Ele viajou a Goiânia ao saber da fuga. Encontrou a filha debilitada.
Segundo ele, a jovem dormia no chão. Ele percebeu sinais claros de cárcere. Disse que a filha acreditava merecer castigos, devido à manipulação psicológica.
Violência contínua e objetos usados nas agressões
Em depoimento, a adolescente relatou agressões com cabos elétricos. Citou também madeiras e tubos de PVC. Disse ter sofrido queimaduras de cigarro.
Os objetos citados reforçam o padrão de tortura. Os elementos estão descritos no Boletim de Ocorrência. O material será analisado pela polícia.
- Cárcere privado;
- Tortura;
- Lesão corporal;
- Violência psicológica;
- Abandono moral.
Protocolos oficiais orientam o atendimento de casos graves. Informações estão disponíveis na Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Acompanhamento da vítima
A adolescente deve receber atendimento psicológico. O Conselho Tutelar monitora a situação. A rede de proteção participa do processo.
- Acompanhamento médico;
- Apoio terapêutico;
- Avaliação social;
- Suporte ao retorno à família paterna.
O caso está em fase inicial. A polícia busca esclarecer o período do cárcere. Investigações devem detalhar o papel de cada suspeito.
Contexto e impactos
Casos de cárcere privado envolvendo adolescentes são raros. Quando ocorrem, mobilizam várias equipes. Há necessidade de integração entre órgãos. O caso revela falhas no acompanhamento familiar.
Especialistas orientam atenção a sinais de isolamento. Denúncias anônimas são fundamentais. Plataformas como o Disque 100 recebem registros frequentes.
Conclusão do inquérito
A polícia coletará novos depoimentos. Documentos e exames serão anexados ao processo. Os suspeitos seguem presos. Eles devem ser ouvidos novamente.
O Ministério Público deve avaliar denúncias. A Justiça decide medidas futuras. O caso segue sob sigilo.
Próximas etapas
A DPCA deve intensificar diligências nas próximas semanas. Laudos periciais serão concluídos. As informações serão anexadas ao inquérito.
A adolescente passa por avaliações periódicas. A rede de apoio acompanha sua adaptação. A família paterna participa do processo.
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