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BA: Analistas consideram correta ação que matou policial

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O soldado Wesley Soares Goés morreu na noite de domingo (28) após ser baleado durante um surto psicótico no farol da Barra, em Salvador (BA). O caso gerou repercussão e acabou politizado nas redes sociais, mas analistas de segurança avaliaram como correta a ação policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que levou o colega a óbito após ele disparar de forma ameaçadora para o alto, próximo do local onde estavam os negociadores.

Foram quase quatro horas de tratativas com o policial durante o episódio de descontrole, enquanto ele, armado com um fuzil, fez vários disparos para o alto e arremessou grades e bicicletas no mar. Diante disso, o soldado acabou alvejado com, ao menos, dez tiros, e foi socorrido até o Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu, à noite.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, no início da noite  o militar iniciou uma contagem e disparou com o fuzil, durante as negociações. Ferido por pelo menos 10 tiros, o agente foi cercado por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), sendo encaminhado, posteriormente, ao Hospital. 

Analistas consideram ação correta

Apesar da repercussão da tragédia, analistas ouvidos pelo portal SBT News julgaram a atitude dos agentes envolvidos na ação policial como correta. Ouvido pela reportagem, o delegado Marcus Amim, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, explicou como funciona o procedimento das forças de segurança em um caso semelhante.

“É um protocolo internacional de negociação em casos de crises como esse. Obviamente, as especificidades do caso concreto devem ser analisadas. Após mais de três horas de negociações, o policial passou a realizar disparos na direção dos negociadores. Ele vinha numa escalada de violência. Primeiro disparos a esmo, para o alto, depois passou a fazer disparos em linha reta”, destacou o delegado.

Após a discussão acalorada sobre a morte e as circunstâncias que levaram ao desdobramento fatal, outro policial civil fluminense destacou a necessidade de avaliar os riscos presentes ao responsável pela situação, equipes policiais e às pessoas nos arredores do fato.

“Não é necessariamente matar, mas existe uma série de protocolos que, quando se trabalha com negociação, se sabe. Se a pessoa expõe risco a ela ou a terceiros, ela legitima o disparo para neutralizá-la”, completa Marcelo Carregosa, também da PCRJ, acrescentando que a situação também é acompanhada e a decisão final é tomada por uma equipe de coordenação que monitora a situação.

Ação que matou policial vira discussão política

Em vídeo gravado no local, o deputado estadual Marco Prisco (PSC) acusou os policiais de assassinato.

“Mataram um policial, mataram um trabalhador. Até quando vocês vão aceitar isso? Mataram um policial, a hora de parar é agora. Eu convoco vocês. Estou pedindo pela o amor de Deus. Mataram um trabalhador, um pai de família, todo mundo viu. O cara foi assassinado”

A Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA)  convocou uma assembleia para a manhã desta 2ª feira (29.mar), no Farol da Barra, local onde o militar foi baleado após ter um surto psicótico.

Em nota, a Secretaria de Segurança afirmou que utilizou todas as técnicas para impedir o confronto. 

“Os nossos objetivos primordiais são preservar vidas e aplicar a lei. Buscamos, utilizando técnicas internacionais de negociação, impedir um confronto, mas o militar atacou as nossas equipes. Além de colocar em risco os militares, estávamos em uma área residencial, expondo também os moradores”, declarou o comandante do Bope, major Clédson Conceição.

Veja abaixo uma compilação de vídeos publicados em redes sociais, feita pela Agência Sertão, e comente com sua opinião: a ação policial foi correta ou houve exagero na morte do militar?

Com informações do SBT News

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