Ver resumo
- Jorge Luiz foi absolvido após quatro anos preso por estupro.
- Vítima reconheceu erro e mudou versão do depoimento.
- Tribunal de Justiça do Ceará acatou revisão criminal.
- Palavra-chave “estupro” aparece no centro da acusação.
Fortaleza (CE) – Após passar quatro anos preso por um crime que não cometeu, Jorge Luiz Freitas dos Santos finalmente teve sua liberdade reconhecida pela Justiça. Ele foi absolvido nesta quarta-feira (27) e deixou a Unidade de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, onde estava preso desde sua condenação por estupro em 2018.
Na época, Jorge tinha apenas 21 anos e foi acusado de sequestrar e estuprar uma adolescente de 17 anos. A condenação foi baseada no depoimento da vítima, que afirmou ter escutado o nome “Jorge” antes de perder a consciência. Ela o reconheceu por já ter tido contato com ele no passado.
Vítima voltou atrás e inocência foi provada
Conforme a Defensoria Pública do Ceará, novas provas e testemunhas foram apresentadas recentemente, o que levou o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) a conceder, por unanimidade, a revisão criminal na última segunda-feira (25).
O ponto chave para a reviravolta foi a própria vítima, que voltou atrás e admitiu ter feito uma associação equivocada. Segundo ela, o reconhecimento de Jorge Luiz foi um erro.
“A vítima reconheceu que se confundiu ao citar o nome de Jorge, o que levou à prisão injusta dele”, afirmou o defensor público Emerson Castelo Branco.
Crime brutal gerou comoção em 2018
O crime aconteceu em uma rodovia federal, quando a adolescente foi abordada por três homens encapuzados. Ela foi colocada à força dentro de um carro, sedada e estuprada. Durante o ataque, antes de perder a consciência, ouviu os nomes “Fernando” e “Jorge”. Foi esse detalhe que levou a polícia a suspeitar de Jorge Luiz.
O TJCE informou que o caso corre em segredo de justiça e não pode divulgar mais detalhes. Já a Defensoria Pública classificou a prisão de Jorge como “injusta” e ressaltou a importância da revisão do processo.
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