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Polícia monitora droga que faz usuário agir como macaco

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Uma substância derivada de uma planta africana tem sido monitorada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por se tornar a matéria prima de um tipo de droga sintética que leva o usuário a ter um comportamento semelhante ao de um macaco, além de provocar total descontrole psíquico, observado por meio de uma coragem ilimitada e uma onda de alucinações.

Com o corpo curvado, semelhante ao de um macaco. as pessoas apresentam comportamento autodestrutivo, com ímpeto para pular de prédios ou se jogar contra veículos.

Esses, e outros efeitos sinistros, são decorrentes de derivações de estimulantes alucinógenos frutos de uma espécie de arbusto chamado Khat, que cresce apenas nas áreas tropicais da África Oriental e de países da península Arábica, e que teve alguns de seus subprodutos sinteticos encontrados na capital da República. A planta ganhou o nome científico de catinona sintética e se tornou uma espécie de “mãe” de outras drogas geneticamente modificadas.

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A pedido do portal brasiliense Metrópoles, um dos peritos do Instituto de Criminalística (IC) da PCDF. mapeou o registro de 200 ocorrências envolvendo a apreensão de mais de 5,5 mil comprimidos e cristais contendo 20 substâncias diferentes, todas derivadas da catinona sintética. Elas estão nas ruas e, na maioria das vezes, são traficadas como outro tipo de entorpecente, que pode ser ecstasy, cristal e ketamina, por exemplo.

Entre as derivações de drogas sintéticas elaboradas a partir da planta africana, a mais encontrada no DF é a N-etilpentilona, distribuída por traficantes em forma de comprimidos e cristais, e que, em quase todas as oportunidades, é usada sem que o usuário saiba, de fato, o que está ingerindo. O comprimido é similar ao ecstasy, mas, na verdade, é um estimulante ainda mais perigoso.

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‘Pó de macaco’: polícia monitora droga mortal

Além dos outros 20 tipos apreendidos no DF que são derivados da catinona sintética, existe uma substância que ganhou o apelido de “pó de macaco” e se tornou responsável por uma epidemia tanto nos Estados Unidos quanto em países europeus, como o Reino Unido.

Trata-se de um entorpecente com efeito analgésico e que provoca alucinações praticamente instantâneas. A rápida ação da droga leva o usuário à perda do julgamento de valor e ao desequilíbrio das faculdades mentais.

O perito criminal do IC, Luciano Chaves, explicou que as características do “pó de macaco” tornam seus usuários completamente imprevisíveis e uma ameaça para si e para outros de seu convívio familiar ou social.

“Sob efeito dessa substância, os dependentes químicos fazem coisas estranhas, como morder pessoas e invadir residências alheias”.

Luciano Chaves, perito criminal

O caso mais grave envolvendo o uso da N-etilpentilona é a morte de uma estudante de enfermagem, em 25 de junho de 2018. Os peritos do IC identificaram traços da substância no organismo de Ana Carolina Lessa, 19 anos, que havia ingerido a droga durante uma festa rave, ocorrida na zona rural do Recanto das Emas, uma região administrativa do Distrito Federal.

Testemunhas afirmaram que ela se debatia e se jogava contra as grades que cercavam o local do evento. Ana Carolina chegou a ser dada como desaparecida, mas foi localizada na casa de um colega, em Ceilândia.

A estudante de enfermagem teve duas paradas cardíacas e falência renal no hospital. No laudo médico, constam hematomas e escoriações nas pernas e nos braços, além de ferimentos na região genital e no ânus da jovem, apesar de outro laudo comprovar que que não houve abuso sexual contra a jovem.

Com informações do portal Metrópoles / Fotos: Reprodução e Hugo Barreto / Metrópoles

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