Cascavel (PR) – A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou que sete pessoas denunciaram o padre Genivaldo Oliveira dos Santos por abuso sexual. O religioso está preso temporariamente desde o último domingo (24) em Cascavel, no oeste do estado.
Segundo a delegada Thais Zanatta, responsável pelo caso, e o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Hudson Teixeira, outras denúncias estão sendo apuradas. “A princípio já foram identificadas sete vítimas do padre que está preso. As vítimas foram ouvidas, outros casos estão surgindo e sendo verificados”, disse o secretário.
Mais de 18 depoimentos já foram colhidos
De acordo com a PCPR, cerca de 18 pessoas já prestaram depoimento no inquérito que investiga os crimes sexuais atribuídos ao padre. Nos próximos dias, devem ser ouvidos seminaristas, familiares e pessoas ligadas à paróquia onde ele atuava.
A prisão foi decretada pela Justiça após o padre tentar contato com possíveis vítimas, o que poderia atrapalhar as investigações. A defesa nega qualquer tentativa de coação.
Defesa do padre contesta prisão
O advogado Alessandro Rosseto afirmou que o padre apenas enviou uma mensagem pelo WhatsApp: “Se eu precisar da sua ajuda, você pode me ajudar?”. Após a negativa da pessoa, ele teria encerrado o contato. “A prisão temporária foi surpresa”, disse o defensor.
“Falar em constrangimento e coação rememora em ameaça, uma coisa mais impositiva”, afirmou o advogado.
Arquidiocese se diz consternada
A Arquidiocese de Cascavel declarou que recebeu a notícia com “profunda consternação” e que está colaborando com as autoridades. O padre foi afastado de todas as funções eclesiásticas.
A delegada Thais Zanatta informou que a conclusão do inquérito está prevista para meados de setembro.
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