Um médico foi condenado a 19 anos de prisão por estupro e importunação sexual contra pacientes em Manaus. Os crimes aconteceram entre 2016 e 2018, durante atendimentos em duas unidades de saúde da capital do Amazonas.
Segundo a Justiça, os abusos ocorreram dentro dos consultórios, com uso de força. A sentença foi proferida pela 7.ª Vara Criminal da Comarca de Manaus.
Crimes aconteceram em hospitais da capital
Em um dos processos, o médico recebeu pena de 12 anos de prisão por dois estupros. Um caso ocorreu em 2016, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na zona Centro-Oeste. O outro, em 2018, em um hospital particular da zona Sul.
De acordo com o Ministério Público, o médico constrangeu as vítimas com violência para forçá-las a atos libidinosos. O juiz Charles José Fernandes da Cruz afirmou que os relatos das vítimas foram firmes, detalhados e compatíveis com as provas.
Mais denúncias surgiram em 2019
Outro processo foi aberto após novas denúncias em 2019. Três pacientes e uma funcionária relataram abusos semelhantes. No entanto, duas vítimas não foram localizadas para depor e o médico foi absolvido nesses casos por falta de provas.
Mesmo assim, ele foi condenado a 6 anos por estupro e 1 ano por importunação sexual contra outras duas mulheres.
Juiz destaca padrão de abuso
O magistrado destacou que o médico usava sua posição de autoridade para cometer os crimes. Ele se aproveitava da confiança das pacientes e do ambiente hospitalar para agir.
“As provas demonstraram que o réu praticou atos libidinosos sem consentimento, com o mesmo padrão de abuso de autoridade profissional”, afirmou o juiz.
O que levou à condenação
- Relatos consistentes e detalhados das vítimas
- Prontuários médicos e documentos comprobatórios
- Repetição do mesmo tipo de conduta
- Descarte das teses da defesa por falta de sustentação
Em todos os casos, o réu negou os crimes. Mas a Justiça considerou as provas suficientes para condená-lo.
O nome do médico não foi divulgado oficialmente. A sentença já está em vigor e ele deve cumprir pena em regime fechado.
Casos como esse reforçam a importância da denúncia e da apuração rigorosa. Abusos cometidos por profissionais de saúde precisam ser combatidos com firmeza pela Justiça.
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