Uma travesti identificada como Emilly foi esfaqueada em praça pública de Parintins, no Amazonas, na manhã deste domingo (14). O ataque aconteceu na Praça dos Bois, área central e bastante movimentada da cidade, a 369 km de Manaus.
Segundo a Polícia Civil, o crime pode ter sido motivado por vingança pessoal. A agressora seria mãe de uma jovem que, meses antes, se envolveu em uma briga com Emilly.
Travesti esfaqueada em praça pública de Parintins
Na confusão anterior, ocorrida em um posto de combustível, a filha da suspeita teria sido ferida no rosto. Desde então, a mãe guardava rancor e decidiu se vingar.
Testemunhas relataram que a agressora se aproximou de Emilly e, sem aviso, desferiu uma facada na região do abdômen.
Crime chocou moradores da cidade
O ataque foi registrado em vídeo por populares. As imagens mostram gritos, correria e a vítima caída no chão.
Moradores que estavam na praça prestaram os primeiros socorros. Emilly foi levada em estado grave para o Hospital Regional Jofre Cohen.
Até o momento, não há informações oficiais sobre seu estado de saúde.
Suspeita fugiu após o ataque
Após o crime, a mulher fugiu do local e ainda não foi localizada. A Polícia Militar esteve na Praça dos Bois para atender a ocorrência e colher informações com testemunhas.
A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio motivada por vingança. Imagens de câmeras de segurança da região devem ajudar na identificação e localização da suspeita.
O que se sabe até agora
- Vítima: Travesti identificada como Emilly.
- Data: Domingo, 14 de abril.
- Local: Praça dos Bois, Parintins (AM).
- Motivação: Vingança por briga anterior.
- Estado de saúde: Grave, internada no Hospital Jofre Cohen.
- Suspeita: Mãe de jovem ferida em briga passada.
- Status: Suspeita está foragida.
O caso segue em investigação e a polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro da agressora seja repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.
Casos como esse reforçam a importância do combate à violência contra pessoas trans e travestis, ainda muito comum em várias regiões do Brasil. Segundo dados da ANTRA, o país lidera o ranking mundial de assassinatos contra a população trans.